Pré-conceito, conceito, preconceito. Uma idéia é, por si só, um labirinto e cada pessoa desenvolve mil elos, mil links, através de um mesmo lampejo. Por que estamos trabalhando com o maior dos labirintos: o cérebro, o núcleo atômico que gera o pensamento e o pensamento viaja em velocidades não cronometráveis e caminha por entranhas e estranhas estradas não mapeáveis, tudo porque depende do grau de informação, de percepção, de sensibilidade e de valores inerentes ao ser que o está desenvolvendo.
Nesta tela eletrônica Higor Nitzsche, cria com grande domínio de técnica gráfica e artística este labirinto. O amor é um labirinto, a arte é um labirinto. Desvendá-lo depende do olhar, depende da expectativa, da perspectiva, do grau de informação, de crítica de cada um. Tenho certeza de que sua tela terá diversas interpretações, olhares bem diferentes, distintas conotações. Desde uma contemplação, um espetáculo, uma loucura, uma discriminação, uma vertigem, até mesmo um espaço branco preenchido de negro, nenhuma visão diminui e tudo contribui para o real valor do trabalho: abrir possibilidades.
Nesta tela eletrônica Higor Nitzsche, cria com grande domínio de técnica gráfica e artística este labirinto. O amor é um labirinto, a arte é um labirinto. Desvendá-lo depende do olhar, depende da expectativa, da perspectiva, do grau de informação, de crítica de cada um. Tenho certeza de que sua tela terá diversas interpretações, olhares bem diferentes, distintas conotações. Desde uma contemplação, um espetáculo, uma loucura, uma discriminação, uma vertigem, até mesmo um espaço branco preenchido de negro, nenhuma visão diminui e tudo contribui para o real valor do trabalho: abrir possibilidades.
Para mim é entrega, é arte pura, sensível, elaborada. Sacia-me o meu espírito de poeta e pintor, e ser mergulhado neste universo. Aguça-me diversos sentidos, faz-me querer entrar neste labirinto, viajar (sem querer explicar nada, arte não se explica, se faz). Não me interessa se é uma alusão ao calçadão de Copacabana, à dicotomia ou alegria humana. Interessa-me o estado de deleite. O elemento artístico e belo. Interessa-me o que irá provocar em muitos e as questões que a tela irá, por si só, levantar, alavancar.
Higor, obrigado pelo prazer do olhar, do sentir, do alucinar-me. O resto é e será sempre, dúvidas, incertezas e divagações...