domingo, 10 de janeiro de 2010

Tweets da primavera de 2009



1. Abriram os portões do inferno!!! Eu odeio calorrrrr!!!! Pior que está evidente que temos que fazer algo... Que o planeta está esquentando.
2. Primavera com temperatura e pleno verão... Ninguém merece... Tenho certeza que abriram os portões do inferno. Só o demo pra gostar de calor.
3. Eu estou derretendo... E não sou de gelo... Imaginem os pólos... As geleiras vão se reduzir mais ainda com este calor avassalador.
4. Não é a mão de deus que pesa sobre o homem... É a mão do homem que desgraça tudo...
5. Cortem mais árvores... Furem mais poços de petróleo e matem todos, assados. Que inferno de calor!!!!! E não é verão é apenas primavera!!!!
6. Se eu fosse membro de uma dessas tribos xamânicas eu estaria com a sola do pé gasta de tanto dançar pedindo chuva.
7. Eu quero comprar um iglu. Calor do inferno!!!
8. Estava feliz com minha invenção: o iglu tropical - em plástico reciclado com mega ar condicionado. Veio o apagão, ou seja, sempre pode piorar.
9. Meu dia esta começando... Veremos qual será a surpresa desagradável hoje... Já que minha empresa de iglu foi bastante prejudicada ontem.
10. Preparando textos para novos posts em meu blog. Quanto mais penso no planeta mais me revolto... Estou vendo umas estatísticas de tirar o fôlego.
11. Ainda tem “mané” dizendo que não é o crescimento da população o problema. Que, o problema está no modo de utilizar os recursos. Como produzir mais comida?
12. Estima-se que em 2050 seremos nove bilhões de terráqueos... Onde arrumar petróleo para tantos carros que iremos precisar? Água? Luz?
13. Será que políticos e religiosos (porque tudo está atrelado à política e à religião) não notaram que não tem como fazer puxadinho no planeta?
14. Com água na lua, logo começaremos a construção dos puxadinhos...
15. Como a lua é quatro vezes menor que a terra... Daremos cabo dela rápido.
16. Que bom choveu... Assim meu iglu esta economizando energia.
17. Eu estou apavorado... O Alaska está degelando com uma velocidade enorme... E, tem gente ainda querendo ir lá extrair petróleo.
18. Neste calor não tenho ânimo para sair do meu iglu.
19. Hoje ouvi uma notícia que não sei se é para comemorar: o índice mundial de mortalidade infantil reduziu bastante, ou seja, a população cresce...
20. Por um prisma humanitário que maravilha!!! Conseqüências: super população, demanda alimentícia, suprimentos, aquecimento... O que dizer???
21. Existem dados estatísticos que comprovam que a humanidade chegou em seu primeiro bilhão de indivíduos no século XIX (1830).
22. Em menos de duzentos anos chegamos a seis bilhões... Hoje o número cresce um bilhão a cada quinze anos... São dados para refletir. Haverá comida???
23. Angustia-me pensar nos macacos de Bornéo: para arrumar espaço para plantação, a floresta esta sendo derrubada e os primatas assassinados. É justo?
24. Somos, por direito, mais donos da terra do que os primatas? Temos mais direitos? Só nós temos direitos à vida? À alimentação?
25. Daqui a alguns anos: onde estão os macacos? Onde está a floresta? Onde estão as baleias??? Comemos tudo!!!
26. O macaquinho indignado: pra quê esta boca tão grande homem mau?

Enfim, dúvidas, incertezas e divagações...

O preço da evolução




Nós chegamos ao absurdo de, para atender a nossa imensa necessidade de alimento, fazer sexo pelos bichos. Um típico exemplo é o do tradicional peru branco americano. O macho reprodutor fica confinado isolado e recebe uma comida específica para aumentar a produção de esperma. Quando está “pronto” retira-se dele o esperma (como? Só deus sabe! Porque não tenho menor idéia de como se masturba um peru). O esperma coletado dos reprodutores é diluído em uma solução para “render” mais, pois assim com um número reduzido de machos o “sexador” ou tarado por peruas, pode inseminar um número maior de fêmeas. EU VI!!!, na TV, claro! As coitadas são colocadas num cabide de bunda para cima e o “tarado” enfia uma seringa/pipeta com esperma nos anus das bichas. ABSURDO!!! A pobre ave vai por ovos a vida toda, vai ser violentada com este método maluco toda semana, nunca terá o prazer do sexo com seu macho escolhido, nunca chocará seus ovos e muito menos terá o prazer de ser mãe. Suas centenas de filhos nascerão em chocadeiras e serão criados para o abate. Em seus primeiros dias de vida, o peru branco americano recebe ração própria para crescimento. Assim que atingem o tamanho de adulto começa a receber ração para engorda, pois deve ter vida curta (menor gasto) e ser abatido gordo (maior lucro).
Por que interferimos assim na vida de um animal? Porque, se deixarmos a natureza seguir seu rumo, não teremos perus de natal para atender tamanha demanda. Por que? Porque pelo método normal uma perua só produz cerca de uns dezoito ovos por ano. Que com sorte nascerão uns dezesseis filhotes e que metade mais ou menos serão fêmeas (de pouco valor para abate) e que certamente não crescerão todos, pois perus livres são bem frágeis. Além disso, levam o dobro do tempo, para ficarem prontos para o abate e a carne também não será tão tenra... E nós não temos este tempo para esperar... Nós nascemos aos milhares todos os dias. Nós consumimos tudo aos milhões. (Fico pasmo que ainda tem gente que defende que não temos que ter leis de controle de concepção. Nós não temos predadores!!!) Como esperar? Como vencer a barreira do limite de quantidade? Como produzir mais alimentos? Como fazer perus aos milhões? Como encher nossa pança? Enfim, dúvidas, incertezas, divagações...

Nossa relação com o meio




O mar é a casa de milhões de animais e vegetais. É nele que vivem os maiores animais de nosso planeta. A população que reside no mar, come, dorme, faz sexo, defeca tudo dentro do mar e não o poluem. Com a ação direta destes milhares de habitantes o mar não fede, não apodrece, não perece, mas basta que nós — seres tão higiênicos, tão assépticos, tão cheirosos — nos instalemos perto dele para criarmos um caos. O mar consegue processar o excremento de todos os animais que nele reside, mas o nosso excremento vira é poluição. Além disso, somos os únicos seres que precisam de sacos plásticos para carregar nossa comida. A natureza não processa plástico, pois não é uma matéria orgânica, é uma matéria inventada por nós. O plástico vai para a água do mar, peixes e tartarugas estão morrendo por confundir plástico com comida.
Será que somos cegos? Será que não vemos que nós é que estamos todos errados em nossa existência neste planeta? Será que somos egoístas por natureza?
Enfim, dúvidas, incertezas e divagações...

Mudanças



Como as abelhas eu espero as primaveras. Tenho uma necessidade impar de flores. Não vivo de néctar, mas me defino como um colibri insaciável. Com minhas avós Amélia e Benedicta, aprendi a plantar jardins. Sábias, elas me ensinaram que beija-flor, borboleta e abelha precisam se alimentar sempre. E, para que tão belas criaturas não pereçam, é importante plantar espécies que floresçam o ano todo. Fazendo uso desta técnica em meus jardins tenho a sensação, ou uma certa ilusão, de ter primaveras diárias...
No seco inverno do ano passado, meu quintal ficou rubro pela grande florada dos vários mulungus (Erythrinas) que plantei nos últimos anos, e que têm sido a salvação dos seres polinizadores, garantindo néctar e pólen suficientes para atravessarem, sem sofrimento, a mais rigorosa das estações.
Perto de setembro começou a chover... Claro, tivemos uma primavera de muito viço, muito verde, e muitas flores... As chuvas se prolongaram e começou o verão e não parou de chover... Não houve pausa e choveu até meados de fevereiro de 2009. O inverno de 2009 foi menos rigoroso do que o anterior e a primavera tímida (nem falo de outono, por que é uma estação quase imperceptível, pelo menos no Brasil está assim). Novamente verão.
Estes dias tem feito um calor insano, digo que abriram as portas do inferno aqui no Rio de Janeiro, porque está insuportavelmente quente... Começo a notar mudanças no clima em geral e a perceber que não tem mais uma definição de estação... Como será a próxima primavera? Rica de flores e néctar? Discreta? Ausente? Enfim, dúvidas, incertezas e divagações...