terça-feira, 31 de janeiro de 2012

nós ou nozes? — sei do gosto, mas só lembro que existe no natal

 

... Nem mesmo o perfume de tantos anos eu reconheço! Tornou-se apática e estranha a tua presença... Como guardados antigos — coisas amorfas, passadas, mortas, mofadas — que, de repente, ao abrir uma caixa esquecida, nos saltam aos olhos. Até dá uma certa ilusão de saudade, mas, de tão remota, nem mesmo remonta à emoção vivida... É, eu te esqueci! Me lembro agora que fiz tanto esforço para isso, mas nem mesmo sinto o peso do sofrimento da época. Tempo! Ah, o tempo!, quem diria, seca tudo. Nem chagas, nem cicatrizes... Eu te conheço, eu sei. Mas é tão confortável saber que te esqueço assim que for embora.

Urhacy Faustino

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