segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O planeta vai nos fritar, como fritamos sardinhas

 

 

Tem dias que não durmo. Tantas coisas me vêm ao pensamento que o sono some. Dentro de mim gritam árvores cortadas e animais retirados de suas mães – mães estas muitas vezes assassinadas como as mães primatas. Repenso cuidadosamente os motivos que levam homens, que são iguais a mim, a praticarem tamanho ato de crueldade...

Tem noites que viro e reviro na cama buscando alternativas: não bastam corredores verdes,
tratados políticos que ficam apenas no papel, se a gente continua comprando carros, extraindo petróleo, emitindo gases... Teríamos que estacionar a produção do elemento mais tóxico ao planeta: o homem.

A terra chegou ao seu limite e dá fortes sinais de que está perecendo, morrendo, sufocando. Como não pode falar mostra sua agonia com aumento da temperatura, com desequilíbrio das estações, com o degelo dos polos e tantos outros berros. E nós fingimos, ignoramos o fato.

Vejo programas como “Whale Wars”, cuja finalidade é conscientizar o mundo contra a matança de baleias e me pergunto: com tanta tecnologia e informação será que os governantes do planeta precisam ser conscientizados de que as baleias estão sendo extintas?

Penso que governantes, são pessoas esclarecidas e que podem criar leis, acordos internacionais pelo bem do planeta. Bem simples: se cachalotes , sardinhas, atuns, esturjões, gadus estão a beira da extinção, precisamos parar de depredá-los e dar tempo para que reestabeleçam suas populações. Não precisa ser gênio pra saber que precisamos cuidar da saúde dos oceanos. Não precisamos gastar milhares de dólares conscientizando o que está estampado no nosso focinho: as riquezas naturais são finitas.

Tem dias que durmo, porque simplesmente esqueço-me das minhas dúvidas, incertezas e divagações...

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