sábado, 4 de fevereiro de 2012

Ode et amo, serpentes e colibris

"todo anjo é terrível! E eu os invoco, criaturas quase inefáveis a alma, sabendo quem sois.”                                                          

rainer maria rilke – praga, 1875.

 

se  rilke  não  tivesse existido eu o  inventaria, igualzinho ao que ele foi: filósofo, poeta, sábio, mestre e tcheco.

ODEIO   APENAS:   mentiras   e   beterrabas,  beterrabas até engulo cruas, mentiras  nem cruas,  nem nuas, nem com casca... porque mentiras apodrecem a ALMA..

ABOMINO:   falta  de  caráter,   pobreza   de  espírito, inveja, cobiça,  rancor,   falcatruas,   traições,  intrigas, desonestidade, serpentes, escorpiões, máscaras, porque tudo DESTRÓI.

DESPREZO:  a  falta de solidariedade, a falta de amor próprio,  o egoísmo, o egocentrismo, a futilidade,  a avareza, o orgulho, a covardia, porque tudo DIMINUI.

AMO:  a vida,  a verdade  absoluta,  o caráter,  a dignidade,  o glamour,  a simplicidade,  a honestidade,  a força,  a vontade, a luta,   o prazer,   o belo,   o poder   da  doação,  a  amizade,  a escolha,  a  hombridade,  a coragem,  o desnudar  de   alma,  a entrega   plena...  a capacidade  de:  dividir, olhar, tocar, sentir, acreditar, deitar, beijar,  lamber,  ouvir, degustar, a coragem de expor  medos  e  fraquezas,  a coragem  de olhar por dentro da gente  mesmo e admitir  que,  mesmo tentando nos transformar, somos  humanos e  erramos.  porque  tudo  é poético,  mágico, encantador  e   CONSTRÓI   e  se  constrói,  até   a  divisão é sinônimo de SOMA.

EU,  urha,  sou o caçador de encantos,  e  só quero lirismo que liberta,  pois o colibri tem que voar para sugar o néctar fresco e doce  da  jovem  e  colorida  flor de hibisco todas  as manhãs...  vinde a mim os passarinhos,  quando  quiserem  e  se quiserem, porque para mim, amor é LIBERTAÇÃO.

sigo  só, vagalumeando sozinho,  mas sempre na direção da luz, da paz,  da harmonia, da beleza, da crença e do amor absoluto, porque  quero  levar  desta   vida  o  doce,  o  bom,  o  belo,  e principalmente o ingênuo e puro, porque dentro de mim  cultivo a  criança  eterna  que  sempre  terá  rosto  e forma, que ri, que chora,  que  acredita,  que  pensa,  que  doa,  que  brinca,   que sonha, que tem medo,  que tem fraquezas,  que tem forças, que verga,  que quebra,  que junta, que corre, que pára, que (acima de tudo)  vê  a  alma de quem entra no seu mundo e que atende pelo nome de urhacy faustino.

Urhacy Faustino

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